PMTL - Abril 2019

Jovens apostam no Exército para se preparar para o mercado de trabalho

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Reprodução

Jovens apostam no Exército para se preparar para o mercado de trabalho

Cláudio Neves, 18 anos, alistado em Três Lagoas/MS

O trabalho para o Exército brasileiro tem se concretizado como uma opção profissional para quem está em início de carreira e também para os jovens, que a partir de alistamento obrigatório descobrem na rotina caracterizada pelas regras rígidas e pela disciplina uma oportunidade para planejar a vida profissional e também pessoal. 

A remuneração e a estabilidade, ainda que sejam por tempo pré-determinado, acabam sendo atrativas. Os contratos são renovados anualmente e no final existe uma indenização calculada a partir do salário e do tempo que o profissional ficou no Exército.  

Esses fatores pesaram na decisão de Cláudio Neves, 18 anos, residente na cidade de Itapura/SP, servindo no Quartel do Exército de Três Lagoas/MS, o jovem que sonha em ser Bombeiro, viu no alistamento a oportunidade de se profissionalizar e poupar recursos para o futuro. 

Quem ingressa no Exército por essa via precisa ter em mente a questão do contrato temporário e aproveitar a estabilidade para se aprimorar. Isso significa, que a pessoa não pode se acomodar e agir para não se ver defasado diante do mercado de trabalho, quando o contrato for encerrado. “Estou incorporando na minha vida pessoal várias situações do âmbito militar que vão ser de muita avalia lá fora, no mercado de trabalho também. Responsabilidade, cumprimento de missão, cumprimento de horário, liderança... São vários aspectos que a gente incorpora e traz para a vida profissional”, destacou o jovem. Para ele, é uma troca justa. “Eu aprendo muita coisa no Exército e disponibilizo a minha mão de obra profissional. A passagem pela instituição reflete no caráter e ajuda a amadurecer”. 

A fase inicial, segundo ele, é um pouco difícil. “Mas, não há dor sem sacrifício. Para tudo a gente tem que lutar e vale a pena. Tem que se esforçar para conseguir algo melhor na vida”. 

Para quem tem medo ou não quer ingressar no serviço militar, ele lembrou que tudo depende da vocação, mas ressaltou que os jovens não devem ter uma imagem errada da Força. “Se não querem, que ao menos procurem saber como funciona para não ter esse receio e uma certa discriminação com os militares”, completou. 
 
AEMS - Novembro 2018

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