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Presídio federal na Capital pode receber presos após onda de violência no Ceará

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Presídio federal na Capital pode receber presos após onda de violência no Ceará

O presídio federal em Campo Grande, localizado nas imediações do Jardim Los Angeles, poderá receber transferências de presos após onda de violência que assola municípios do Ceará desde o último dia 2 de janeiro.

Conforme informou o governo do Estado do Ceará na noite do domingo (6), um dos chefes de facções que comandaram os atos violentos – como incêndios contra veículos, prédios e comércios e até explosões de bombas – já foi transferido para um presídio federal não identificado. Outros 19 membros, no entanto, ainda seriam levados, nos próximos dias, para outras unidades. Vale lembrar que, até o momento, cerca de 160 criminosos já foram detidos.

Ainda segundo o Estado, o governo federal ofereceu 60 vagas em presídios federais para receber criminosos envolvidos com os atos. Para as transferências, faltaria somente organizar uma questão logística para o transporte dos presos.  O objetivo é desarticular a organização de facções instaladas nos presídios cearenses.

O Jornal Midiamax entrou em contato com o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), vinculado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que afirmou que “por questões de segurança não informaria detalhes sobre as transferências”, como datas e número de presos transferidos para a unidade federal em Campo Grande.

Onda de violência

Desde o dia 2 de janeiro, 159 ataques violentos foram contabilizados em localidades do Ceará, como Fortaleza, Caucaia e até mesmo Jericoacoara – todos locais turísticos. Os ataques teriam sido orquestrados de dentro de presídios após o novo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, anunciar que fiscalizaria com mais rigor a entrada de celulares nas unidades.

A Força Nacional enviou, nos últimos dias, 300 agentes para auxiliar no combate aos crimes. Nessa segunda-feira (7), o governo anunciou o envio de mais 200 policiais, dos quais ao menos 106 já chegaram. Desde então, 148 pessoas já foram detidas.

O governo do Estado da Bahia também enviou um efetivo de 100 policiais militares e 50 policiais rodoviárias federais também atuam na força-tarefa. Eles agem principalmente em blitze pelas cidades, já que os criminosos vão de carro até os locais dos ataques.

Em resumo, os ataques consistem em incêndios a carros particulares, ônibus e prédios públicos ou comerciais. No primeiro dia de violência, uma bomba foi disparada na estrutura de um viaduto, em Caucaia, na região metropolitana da capital cearense.

Segundo o site G1-CE, uma fonte do Serviço de Inteligência da Secretaria da Segurança afirmou que membros de duas facções rivais fizeram um “pacto de união” e que os ataques somente parariam quando o secretário Mauro Albuquerque sair do posto recém-ocupado.


AEMS - Novembro 2018
Susano

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