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Tarifa branca pode baratear conta de luz para consumo fora do horário de pico; veja quem pode aderir

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Reprodução

Tarifa branca pode baratear conta de luz para consumo fora do horário de pico; veja quem pode aderir

Residências e pequenos comércios que consomem mais de 250 KWh/mês já podem aderir à tarifa branca na conta de luz

Desde de 1º de janeiro, residências e pequenos comércios que consomem mais de 250KWh por mês podem aderir à tarifa branca na conta de luz, isto é, uma variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo. De acordo Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cerca de 15,9 milhões de unidades consumidoras poderão fazer a mudança, que até ano passado somente era possível para quem tinha uma média de consumo superior a 500kW/h por mês.

A tarifa branca não se aplica a consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em lei, e à iluminação pública. A previsão é que em 2020 todos os consumidores possam aderir.

Uma casa, por exemplo, em que a TV de 29 polegadas fica ligada por pelo menos três horas diárias e o ar-condicionado de 7500 BTU é utilizado por oito horas diárias, durante todo o mês, atinge 250KWh e já é elegível. Na tarifa convencional, o valor da conta para o mês de janeiro de 2019, seria de R$186,19; já na tarifa branca, o preço muda de acordo com o horário em que o consumo foi maior.

Segundo o assessor da diretoria da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), José Gabino, estabelecimentos comerciais que optarem pela mudança podem ter uma redução na fatura:

— Quem funciona de 8h às 18h tem sua maior faixa de consumo no período fora de ponta e pode se beneficiar. Já para uma família que chega em casa às 19h, por exemplo, não é vantajoso. É importante que o consumidor analise o seu perfil de consumo. A tarifa branca é interessante para quem usa mais energia de manhã e de tarde, ou ainda para quem chega em casa muito tarde, depois das 22h — explicou Gabino.

Em caso de lares que têm muitos aparelhos que permenecem ligados 24 horas por dia, como geladeiras, freezers e equipamentos de segurança eletrônica, a mudança para a tarifa branca pode não ser tão interessante.

Segundo a Elektro, nos dias úteis, o valor da Tarifa Branca irá variar em três horários:
  • Ponta (das 17:30h às 20:29h) 
  • Intermediário (das 16:30h às 17:29h e das 20:30h às 21:29h) 
  • Fora de ponta ( as outras horas do dia )
Durante o horário de verão brasileiro ficará assim :
  • Ponta (das 18:00h às 20:59h) 
  • Intermediário (das 17:00h às 17:59h e das 21:00h às 22:00h) 
  • Fora de ponta ( as outras horas do dia ) 
Nos feriados nacionais e finais de semana, o modelo de cobrança da tarifa branca será considerado fora de ponta. O consumidor poderá fazer a solicitação da sua adesão junto à concessionária de energia que atende a sua cidade. Após análise do pedido, a concessionária tem 30 dias para fazer a troca do medidor de energia, no caso de unidades consumidoras já existentes, ou nos prazos e procedimentos padronizados para casos de novas solicitações de fornecimento.

Caso o consumidor queira reverter a medida e retornar à tarifa convencional, ele pode solicitar à distribuidora que irá providenciá-la no prazo de até 30 dias. Mas vale registrar que este consumidor só poderá solicitar uma nova adesão à Tarifa Branca após 180 dias do retorno à Tarifa Convencional.

A distribuidora será responsável pelos custos de aquisição e instalação dos equipamentos de medição necessários ao faturamento da Tarifa Branca. Porém, o consumidor é responsável pelos custos decorrentes de eventuais alterações no padrão de entrada de sua unidade consumidora. “Por isso, é importante que o consumidor seja consciente e, antes de optar pela Tarifa Branca, faça uma análise profunda de seus hábitos de utilização da energia elétrica ao longo do dia, comparando-os com os períodos de ponta e intermediário definidos para a Distribuidora que o atende. Assim, evitaremos frustrações com a conta de luz e o vai-e-vém entre Tarifa Branca e Convencional que, pode além de ser ruim para o consumidor. ainda pode elevar os custos das distribuidoras”, reforça Saulo Castilho, Especialista em Assuntos Regulatórios da Elektro.

Por último, vale registrar que a Tarifa Branca nada tem a ver com as bandeiras tarifárias (verde, amarela e vermelha patamares 1 ou 2). Estas, por sua vez, indicam se haverá ou não acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final, em função das condições de geração de eletricidade no País. A definição da bandeira tarifária do mês seguinte é publicada pela Aneel ao final de cada mês, sendo compulsória para todos os clientes.

Para mais informações, acesse a cartilha clicando aqui
Nico Cabeleireiro
Susano

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