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Bebê da Capital que bebeu vodca e inalou fumaça de maconha tem paralisia cerebral, diz mãe em depoimento

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CGN

Bebê da Capital que bebeu vodca e inalou fumaça de maconha tem paralisia cerebral, diz mãe em depoimento

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), responsável pelo inquérito que apura maus-tratos de uma mãe de 32 anos, em Campo Grande, já teve acesso as primeiras declarações da suspeita. Segundo a delegada Anne Karine Trevisan, a dona de casa disse que o filho possui paralisia cerebral e realmente bebeu vodca. O flagrante ocorreu há 2 dias.

"As intimações já foram entregues e agora vamos ouvir a mãe, a criança de 11 anos e nos certificar se realmente o menino pode ou não falar alguma coisa. A vizinha e amiga com quem a mãe falou que estava também deve ser ouvidas. Também temos a informações de dois adolescentes que estavam na casa e estes também serão identificados", afirmou ao G1 a delegada.

Em depoimento, ainda conforme a polícia, a mãe disse que saiu de casa para buscar açúcar e demorou cerca de 1 hora, deixando o bebê na responsabilidade da irmã. "Ela disse que foi com uma conhecida na casa de outra, onde pegaria o açúcar e então ficou ausente por uma hora, mais ou menos. Em declaração, também falou da questão da paralisia cerebral do filho e agora tudo será confirmado", comentou Trevisan.

Entenda o caso

O bebê foi socorrido após beber vodca e inalar fumaça de maconha, em uma casa na rua Castorina Rodrigues da Luz, Jardim Macaúbas, na noite de domingo (6). A irmã dele, de 11 anos, que confessou ser usuária de drogas, é quem deu a ele a bebida alcoólica e ainda soprou a fumaça no menino, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

"Nós chegamos lá por volta das 21h [de MS] e os ânimos estavam bem exaltados, já que os moradores da região é quem acionaram o Corpo de Bombeiros e queriam agredir a menina, pois, sabiam que ela tinha baforado na direção do bebê. O menino inclusive estava desacordado e, quando colocamos na viatura, ele passou a recobrar os sentidos", afirmou ao G1 o cabo Samuel Ramires do 1° Grupamento dos Bombeiros (GB).

Ainda conforme Ramires, a menina saiu da casa e a mãe também apareceu, em seguida. "A menina estava sob efeito de drogas, visivelmente sonolenta e letárgica. A mãe também, aparentemente alcoolizada, disse que tinha deixado o menor na responsabilidade da irmã. O imóvel estava em situação bem degradante e inclusive tentamos informar o conselho tutelar. Ambas foram encaminhadas para a Depac [Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário] Piratininga", comentou Ramires.

Já o menino foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário e teve alta médica após algumas horas.

A mulher, de 32 anos, prestou depoimento, foi indiciada por maus-tratos e liberada em seguida. Conforme a Polícia Civil, ela já foi vítima de violência doméstica inúmeras vezes e ainda consta, nos registros policiais, que é alcoólatra. No entanto, como autora, está registrado o abandono material dos filhos, no dia 25 de fevereiro de 2014. A dona de casa ainda possui outro filho, um adolescente de 15 anos.

O caso foi registrado às 23h36 (de MS). A pena para o crime de maus-tratos está prevista no artigo 136, do Estatuto da Criança e o Adolescente (ECA).
Nico Cabeleireiro
Susano

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