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Mãe de jovem morta por estudante de medicina juntava dinheiro no Japão para realizar sonho da filha de fazer faculdade

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(Foto: Reprodução/Facebook)

Mãe de jovem morta por estudante de medicina juntava dinheiro no Japão para realizar sonho da filha de fazer faculdade

Patrícia Koike foi encontrada no carro do namorado, Altamiro, em Nova Iguaçu

A mãe de Patrícia Koike, de 22 anos, morta após ser espancada pelo namorado Altamiro Lopes dos Santos Neto, mudou de Sorocaba (SP) para o Japão no segundo semestre de 2017 com o objetivo de juntar dinheiro para a filha realizar o sonho de cursar a faculdade de medicina.

Em entrevista ao G1, Paulo Koike, tio da jovem, contou que a família só permitiu que ela morasse em Nova Iguaçu (RJ) com o namorado porque havia ganhado bolsa de estudos em um cursinho pré-vestibular.

"A mãe foi para o Japão para ajudá-la a realizar o sonho de ser médica. Foi trabalhar em uma indústria para mandar dinheiro para Patrícia pagar as despesas no Rio", afirma.

O pai e o irmão de Patrícia também moram no Japão e, por isso, não conseguiram participar do velório e enterro da jovem, na tarde desta quinta-feira (12). "Agora os pais só choram, não podem nem estar aqui. Eles não vão nem conseguir se despedir da filha, que foi morta de uma forma tão cruel", diz Paulo.

Investigação

O estudante de medicina Altamiro Lopes dos Santos Neto será indiciado por feminicídio qualificado por asfixia mecânica e ocultação de cadáver pela morte da namorada Patrícia Koike, de 22 anos. A pena pode chegar a 30 anos de prisão, de acordo com o delegado Fábio Salvadoretti, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

O delegado responsável pela investigação disse que o estudante permaneceu calado durante o depoimento, mas as provas colhidas pela polícia e imagens de câmeras de segurança são suficientes para o inquérito.

"Não resta duvida, [ele] vai ser indiciado, pode pegar pena de no máximo 30 anos de prisão. Ele não fala, não ajuda a polícia a elucidar as circunstâncias do caso", afirma.

Temperamento nervoso

Patrícia e Altamiro se conheceram no ensino médio, quando estudaram na ETEC Rubens de Faria e Souza. Estudantes, professores e funcionários da instituição fizeram um ato na manhã desta quinta-feira para homenagear a ex-aluna.

A professora Maria Tereza Bertin era muito próxima da jovem na época e ela diz que nunca entendeu o envolvimento dela com Altamiro, que agora está preso no RJ.

"O namoro dos dois parecia água e vinho. Ela muito dedicada e inteligente. Ele com um temperamento mais nervoso. Nunca entendi porque estavam juntos."

Nico Cabeleireiro

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