PMTL - IDEB - 17/09 a 29/09

Estudante de Medicina é preso por espancar namorada até a morte

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Montagem sobre reproduções

Estudante de Medicina é preso por espancar namorada até a morte

Altamiro Lopes dos Santos Neto, de 21 anos, é suspeito de matar a namorada

 Uma jovem de 22 anos morreu após ser espancada, na noite desta segunda-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O suspeito do crime é o namorado de Patrícia Mitie Koike, preso enquanto dirigia com a vítima no banco do carona. Ele foi identificado como Altamiro Lopes dos Santos Neto, de 21, e estuda Medicina na Universidade Iguaçu (Unig) faculdade particular da cidade.

Na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que investiga o caso, Altamiro admitiu que espancou a namorada após se negar a aceitar a mudança da jovem para o Japão, onde moram seus pais, e disse que estava tentando socorrê-la para o hospital.

Segundo informações, ele teria lavado o corpo da vítima, que tinha vários ferimentos na cabeça e em outras partes do corpo. No Hospital Geral de Nova Iguaçu, para onde foi levada, de acordo com a especializada, foi constatado que a jovem já estava morta há muito tempo.

A equipe médica avaliou que ela faleceu há mais de 24 horas. De acordo com investigadores, a mãe do Altamiro conversou com a Patrícia horas antes e ela percebeu que a nora estava nervosa e confusa. Conforme a Polícia Civil, a jovem pode ter sido dopada e, pelo estado de seus ferimentos, pode ter ficado em cárcere privado por uma semana.

O estudante, que informou ainda que os dois viviam um relacionamento conturbado, foi autuado em flagrante por homicídio e ocultação do cadáver. A casa onde eles moravam estava revirada. De acordo com agentes da DHBF, Altamiro disse que os pais de Patrícia não queriam que ela fosse ao Rio quando o rapaz se mudou de São Paulo. No entanto, ele insistiu e pediu para a jovem vir morar com ele, dizendo que cuidaria dela. Os pais, que estão no Japão há pouco mais de um ano, consentiram depois da promessa.

Inicialmente, a PM informou que a vítima havia sido socorrida ao hospital com vida, o que foi negado posteriormente tanto pela Polícia Civil quanto pelo hospital. Segundo o 20º BPM (Nova Iguaçu), os policiais foram chamados às 21h por testemunhas que viram o suspeito com a vítima no banco do carona muito machucada perto do viaduto da Rua Doutor Barros Júnior.

Os PMs conseguiram localizar o veículo, um Nissan March, mas Altamiro tentou fugir, sendo alcançado em seguida. Os policiais confirmaram as denúncias e encontraram a vítima no carro, e a levaram para o hospital. O suspeito chegou a oferecer R$ 300 para que frentistas os levassem ao Hospital da Posse. Aos PMs, Altamiro disse que Patrícia se machucou e que estava desmaiada, por isso estava no carro tentando ir à unidade.

"Por enquanto seria leviano falar alguma coisa. Vamos conversar com ele (o preso) e esperar o delegado chegar", limitou-se a dizer João Bento, advogado do universitário, na sede da especializada.

O estudante de Medicina estava no terceiro período do curso na Unig, onde estuda desde 2016. Ainda durante a noite, o suspeito passou por um exame toxicológico que não constatou a presença de álcool nem de drogas no seu organismo.

Morando juntos há pouco mais de um ano, os jovens se conheciam desde o Ensino Médio, em 2013. Os pais de Altamiro, que são médicos, são de Sorocaba, no interior São Paulo. Já a família de Patrícia mora atualmente no Japão. À noite, o tio da jovem seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu. O corpo da jovem deve ser liberado nesta quarta-feira. O exame de necropsia, que mostrará a causa da morte, já foi feito e será encaminhado amanhã à delegacia. Os pais de Altamiro, moram em uma região conhecida como Porto Feliz, em Sorocaba. Ambos prestaram depoimento à DHBF.

O consulado do Japão ainda não foi solicitado para entrar no caso.
AEMS - Outubro 2018

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